
Seus olhos tão negros, tão belos, tão puros, de vivo luzir.
Estrelas incertas, que as águas dormentes do mar vão ferir;têm meiga expressão,
Mais doce que a brisa, mais doce que o nauta de noite cantando.
Mais doce que a flauta quebrando a solidão;
engraçados brincando a sorrir.
São meigos infantes.
Inquietos, travessos;
— causando tormento.
Com beijos nos pagam a dor de um momento.
Com modo gentil assim é que são.
Às vezes luzindo, serenos,
tranqüilos, às vezes vulcão!
Às vezes, oh!
sim, derramam tão fraco,
tão frouxo brilhar.
Que a mim me parece que o ar lhes falece.
Eu amo seus olhos tão negros,
tão puros, de vivo fulgor.
Seus olhos que exprimem tão doce harmonia.
Que falam de amores com tanta poesia,
com tanto pudor.
Seus olhos tão negros, tão belos,
tão puros, assim é que são.
Eu amo esses olhos que falam de amores.
Com tanta paixão
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